Bem-vindo
chamo-me Vítor Hugo Silva, sou natural e residente no concelho de Vila do Bispo há 29 anos, como tal tive o prazer de crescer rodeado de toda a natureza em bruto que caracteriza este "cantinho especial" de Portugal Continental. Foi neste "meu quintal" que ao longo da minha infância e adolescência adquiri um interesse especial pelo oceano e pelas actividades de lazer que nele se podem praticar.
Lembro-me perfeitamente daquele primeiro fim de tarde em que acompanhei o meu pai numa maré. Tinha 5/6 anos e enquanto o meu pai mariscava ali por perto consegui capturar três pequenos cabozes com uma linha de mão, a minha primeira pescaria. Uns meses mais tarde e já com a minha cana de pesca novinha em folha, acompanhei o meu tio à pesca pela primeira vez, o peixe não quis nada comigo, mas, depois desse dia, estava despertado em mim o bichinho da pesca.
Uns nos mais tarde e já com algum domínio da respiração com "snorkel" consegui convencer os meus pais a me oferecerem pelo aniversário uma arma de caça submarina. Na maioria das vezes só o prazer de estar no mar a contemplar toda aquela beleza que se escondia abaixo da superficie me deixava maravilhado, mas com o passar do tempo, muita insistência e alguma sorte à mistura lá apareceram as primeiras capturas, um polvinho aqui e uma "ferrada" de navalheira acolá foram mais do que suficientes para me convencer a enveredar (investir) na caça submarima um pouco mais a sério.
Desde muito cedo "andar de prancha" nas ondas era também algo que me dava imenso gozo. A receita era simples, um grupo de amigos, umas barbatanas, uma prancha de esferovite (que nos deixava a barriga completamente raspada) e umas ondas, pequenas de preferência. Estava assim garantido um dia bem passado e mais uns cabelos brancos na cabeça dos nossos pais. Descobrimos então que "andar de prancha" afinal se chamava Bodyboard e que o Mike Stewart era o nome Campeão Mundial. Claro que não demorou muito até todos terem a sua prancha de Bodyboard e começarem a treinar com afinco todas aquelas manobras que apareciam nas revistas.
Hoje em dia estas três modalidades são os meus
hobbies por excelência, a pesca lúdica à cana, a caça submarina e o Bodyboard. Três modalidades que quando praticadas com um pouco de bom senso e respeito pelo mar, são saudáveis, não poluentes, promovem o convívio e a amizade entre os seus praticantes e permitem a comunhão com momentos de rara beleza que só a natureza nos pode proporcionar.
Convido desde já todos os leitores deste espaço a desfrutar e a participar na preservação deste e de todos os outros "cantinhos especiais" espalhados pela nossa aldeia global. Só assim podemos garantir que as gerações futuras venham a conhecer o prazer que é "ferrar" um peixe no anzol, a adrenalina de contemplar um exemplar de grande porte a se passear em frente ao arpão, ou o convívio de partilhar umas ondas com uns amigos ao por do sol.
Muito Obrigado